22 de agosto de 2019, por:

Zé Caxangá se prepara para lançar disco novo

Zé Caxangá em ação com Luisa e os Alquimistas. Foto: Parea Produções.

Já são duas décadas de estrada, várias bandas, muitas produções e recentemente dois EPs lançados e um festival realizado. É com esse currículo que Fábio Rocha – Fabão para os íntimos e Zé Caxangá para os fãs e admiradores – se prepara para lançar um disco novo, que promete sair no fim de agosto.

O músico lembra do inicio de sua trajetória, quando decidiu largar a psicologia para se dedicar à música. “No começo foi meio difícil. Tinha medo pela instabilidade da área, a família não aceitava bem. Minha primeira banda foi em 1999, na banda Filhos da Terra. Em 2003 quando entrei pro Moonganjah é que a coisa começou a ficar séria.  Viver de música é uma batalha constante e me sinto vitorioso por todo esse tempo que passou. Faço o que amo e me divirto muito”, pontua.

E comparando ao que era quando começou à hoje em dia, Zé avalia que as coisas mudaram muito. Mesmo antes de subir aos palcos, já frequentava o meio musical. Pra ele a principal mudança é o valor que se dava a música autoral. “A gente chegava a ligar pros donos das casas de show, implorando pra tocar. Hoje em dia os artistas conseguiram criar uma identificação com o público. Eles é quem pedem as músicas. Além do que a estrutura e a profissionalização da coisa toda progrediram bastante”, explica.

Com passagem por várias bandas e projetos, entre eles o Orquestra Boca Seca, MC Priguiça, Clara e a Noite e participações com Dusouto, Luisa e os Alquimistas e Simona Talma, Caxangá garante que sempre priorizou um som voltado para a Black Music. O balanço se combinava com o rock, marca que sempre esteve presente em seu som. Outra coisa que o próprio garante é que sempre entrou nos projetos porque havia afinidade e sobretudo amizade. “Pra mim é um honra ter passado por tantos projetos, alguns deles eu acompanhava até mesmo antes de virar músico”, vibra.

Como preparação de seu novo disco que receberá o titulo de “Demons” , Caxangá lançou recentemente o single “Lover Boe” (sim, com a grafia totalmente “natalense”), apostando em uma sonoridade mais oitentista, com influência do movimento vaporwave. “Os anos 80 tem uma aura que sempre me atraiu muito, a música, os brinquedos, os filmes. Tanto que o nome do disco é uma homenagem a um filme de horror do italiano Lamberto Bava que explora bastante essa estética. Vai ser um disco mais soturno, introspectivo. Porém vai ter sons afro, lambadas, coisas que eu gosto, mas com uma roupagem diferente”, diz.

Após o lançamento, ele pretende fazer turnê por nordeste e sudeste. Para isso espera contar com a ajuda dos parceiros que sempre abrem espaços e levantar recursos para por o pé na estrada. Por enquanto, Caxangá segue produzindo com alta frequência, inclusive bandas novas que estão gravando em seu estúdio caseiro. Ele também continua na tocada com o Orquestra Boca Seca, seu projeto mais longevo até aqui.  “Demons” vai contar com produção de Pedras Leão e o single “Lover Boe” você pode ouvir abaixo.