6 de outubro de 2017, por:

Entrevista: Secretário de Cultura de Assu fala sobre a produção artística na cidade

Secretário de Cultura de Assu, Paulo de Sá ao centro, e equipe. Foto: Roberto Meira.

*Entrevista por Priscylla Miranda.

Em continuação da sua incursão pelo interior do estado, o Som Sem Plugs seguiu de Caicó para a cidade de Assu, primeira parada no oeste potiguar. Além de realizar mais edição do Som na Tela e também oficinas de fotografia e roteiro  na cidade, nossa equipe bateu um papo com o Secretário de Cultura da cidade, Paulo de Sá Leitão, que conta sobre as ações da pasta e sobre o horizonte artístico e cultural do município.

Como você avalia o cenário cultural de sua cidade?

Em efervescência. Muita gente produzindo e isso é muito bom.

O Som sem Plugs foi a Assu e fizemos oficinas em parceria com a Casa de Cultura de Assu. Como você analisa essa interação?

De grande valia. Pois, é uma forma de descobrir e aprimorar nossos talentos. Os talentos da Atenas Norte Rio Grandense- Açu, terra dos poetas. Agradecemos desde já, a todos vocês por visitarem a nossa cidade e trazer arte para nosso povo. Mostrando a nossa fonte inesgotável de criação, a poesia que inspira os quatro cantos da nossa terra.

Como você percebe projetos como o Som sem Plugs que em parceria com cidades e artistas, procuram divulgar os talentos do nosso Estado?

Acompanho o trabalho de vocês e vejo a qualidade das entrevistas e dos projetos artísticos apresentados na música, na fotografia, na pintura, cinema etc… Muito importante para tirar das gavetas grandiosos projetos que precisam desse olhar do Som sem Plugs, que valoriza a arte e à cultura da nossa gente.

Equipe em gravação do filme “A baronesa da Serra Branca” em Assu.

O filme “A baronesa da serra branca” foi rodado na cidade e contou com roteiro seu. Como foi a experiência de fazer cinema na cidade?

No roteiro do meu filme mesclo a história com a poesia e a memória das pessoas que conversei. Parentes, descendentes. As várias biografias mudam as datas, então, só uso a data para marcação do tempo inicial da história. O tempo da história é medido pelo rio. Totalmente poético. Até por que não existem relatos sobre a infância deles, nem da juventude. Usei a licença poética para tornar o filme mais romântico. Fugindo do enfado q muitas vezes as datas deixam quando contamos histórias… Falo do encontro da infância, do primeiro amor; Juventude- o noivado; O título comprado de barão deles; O trabalho escravo;  A luta abolicionista; A paixão do casal; A simplicidade dela e o banquete da liberdade q ela serviu. Para concluir a morte do filho adotivo e do esposo, que tornam Belisária uma mulher muito mais reclusa, solitária dentro de um sobrado na terra da poesia.

Todo elenco foi da cidade?

Sim, todos os atores são da cidade. Também tive o cuidado da trilha sonora ser produzida pelos músicos daqui. Direção artística, fotógrafo, roteirista, todos de Assu.

Qual a projeção do filme dado a cidade depois das filmagens?

Esperamos que possamos está contribuindo para arte audiovisual, para história da nossa cidade, para nossa arte- pois é uma poesia cinematográfica. E já é uma herança pelo meu fascínio pela arte de iludir o olhar – o cinema. Desejamos q a projeção para o vale do Açu possa alcançar o nosso país, pois, estamos fazendo o nosso melhor, com grandes profissionais açuenses. Contando a história de um casal abolicionista q lutou pela liberdade do nosso povo e viveram um grande romance bucólico e citadino.