7 de novembro de 2017, por:

Entrevista: Camila Masiso fala sobre série de shows em Lisboa

Camila em Portugal: Foto: Dênis Guanabara.

A cantora e compositora Camila Masiso está em terras portuguesas para realizar um mestrado em Música e quer mostrar por lá o que todo mundo já conhece por aqui: seu talento, energia, carisma e voz. Para isso, a artista já tratou de marcar datas para apresentações na capital Lisboa.

Na agenda, Camila faz shows nos dias 10, 17, 23 e 25 de novembro nas FNAC de Almada (22h), Alfragide (21h30), Vasco da Gama (18h30) e no Mercado de Algés (22h), respectivamente.  Conversamos com ela, que fala sobre essa nova experiência em solo europeu.

Você já é veterana em palcos europeus, tendo se apresentado em vários países do velho continente. Como é se apresentar por lá? Qual é a recepção do público?

É muito bom poder cantar para um público novo, que embora não conheça seu trabalho, aprecie, ouça com atenção, leve seu disco pra casa…o público português tem sido muito receptivo e carinhoso com minha música. A recepção está sendo muito boa!

É a primeira vez em Lisboa? Como surgiu a oportunidade de se apresentar em terras lusitanas?

Não, já estive em Lisboa antes duas vezes mas sempre por curtos períodos, uma semana ou duas no máximo. A oportunidade surgiu pois encontrei aqui o mestrado que pretendi, em interpretação e canto na Universidade de Évora. fiz todo o processo seletivo, passei e já comecei o curso. Diante da mudança pra cá, comecei a trabalhar os contatos para fechar os shows, divulgar meu disco, conhecer os músicos e saber mais sobre a cena de Lisboa.

Atualmente há vários artistas potiguares tocando suas carreiras na Europa. Como você avalia esse momento de internacionalização da música potiguar?

A música vai nos levando por caminhos que muitas vezes nem planejamos. Acredito que essa “internacionalização” possa ser fruto de uma necessidade de expansão. Muitas vezes queremos chegar em novos ouvidos, lugares, mercados. Queremos beber em outras culturas e viver novas experiências. Um artista inquieto é um artista fértil.

Como será montado os repertório dos próximos shows? Será baseado no Patuá?

Muitas pessoas me questionam sobre um terceiro disco. O “Patuá” foi lançado em 2014 e em 2015 tive minha primeira filha, isso me fez ficar “de molho” por um tempo com um álbum novinho na gaveta. O Patuá é um disco que tenho maior carinho, que foi feito com muito esmero e que praticamente não foi trabalhado! Ao chegar aqui, as produtoras locais visualizaram bastante potencial nesse disco e então resolvemos reeditá-lo pra lançar com data de 2017 e aí desenvolver a tour. Respondendo sua pergunta, sim, será baseado no Patuá.

Qual a expectativa para essas apresentações? Quais músicos te acompanham na banda de apoio?

As melhores! Com friozinho na barriga e tudo, é como começar sua história outra vez. Os músicos a me acompanhar serão Diogo Guanabara (violão e bandolim) e Rogério Pitomba (bateria, percussão e percuteria) com participações especiais ainda a confirmar.

Tem material novo vindo ai? Essa experiência pode servir de inspiração…

Já tenho algumas composições próprias pra um trabalho futuro. Estou firmando parcerias em composição, recebendo umas coisas mas tudo a passos largos. Primeiro quero trabalhar bem o Patuá pelas bandas de cá. Mas claro que paralelo a isso o processo criativo continua caminhando. Aos poucos vamos soltando novidades nas redes sociais.

Aproveite e reveja a participação de Camila no Som Sem Plugs, um dos destaques desta temporada, com a canção “Dia de Reis”.